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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Poema de Wander Florencio

Carta ao Pai Banguense (texto).

Pai.

Certa vez, um senhor de barbas brancas me levou a um lugar mágico. Era um bairro muito humilde de Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ao fundo, o sol se punha com uma beleza indizível. No caminho, uma enlouquecida procissão rumava para o estádio de proporções gigantescas. Todos trajavam vestes rubras. Eram centenas. Milhares. Milhões. Talvez, o mundo inteiro estivesse de vermelho naquele momento. Dentre todos, um jovem em especial me chamou atenção. Como os outros, ele trazia um B, um A e um C entrelaçados sobre o coração. Porém, o seu orgulho de carregar aquele manto extrapolava os limites do humano. O amor e a satisfação que ele demonstrava em estar ali eram tamanhos que logo me contagiaram. Empolgado, quis sair correndo e me juntar a ele. Abraçá-lo e viver junto toda a magia que pairava no ar.

Mas o velho homem que comigo estava me segurou pela mão. Com olhar bondoso, explicou que aquele sentimento recém-brotado em mim se chamava Bangu Atlético Clube. Era um presente dele para o mundo. Para os homens. Não todos. Só os escolhidos. Chamavam-se banguenses. E formavam uma nação capaz de tudo para defender o nome e as cores do clube, que seria grandioso e eterno como o amor entre pai e filho.

Com lágrimas nos olhos, o velhinho apontou o tal jovem e disse: “Vê aquele, filho? Aquele é o maior de todos os banguenses. Tu irás amá-lo e respeitá-lo acima de tudo e de todos. Ele será o teu maior herói. Tua missão em vida será seguir os seus passos. Tu irás torcer e apoiar esse clube incondicionalmente, como ele hoje o faz. Minha centelha rubra foi colocada no coração dele e já tomou o teu. Quando nasceres, filho, serás banguense como o teu pai”.

Pai, como o nosso velho hino dizia, o Bangu tem sua história e também a sua glória, enchendo os seus fãs de alegria. Obrigado por ter me dado a benção da vida. Obrigado por ter me feito à tua imagem e semelhança. Obrigado por ter me feito banguense.

Nesse dia tão importante da tua vida, da nossa vida, eu vou estar no Moça Bonita. Sentado no mesmo concreto sagrado que um dia tu ocupaste, com tanto amor e afinco. Em teu nome, vou apoiar o nosso Banguzão rumo ao título que tu esperas há tanto tempo.

Vivendo nossa vida de banguense, eu retribuo o presente que me deste quando nasci.

Muito obrigado, meu pai.
 

Wander Florencio - Paulista apaixonado pelo Banguzão.

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